se foi a poesia dos meus dedos
melhor teria sido a luz dos olhos
presentes, retumbantes, os meus medos
ungidos com mais sórdidos dos óleos

emaranhados, ódios e segredos
nas carnes sinto os golpes de mil relhos
os sonos mais profundos são degredos
angústias refletidas: mil espelhos

terei o meu caminho nestas vias?
jamais tenho a ciência do que eu quero
terei prazer – será? – nas agonias?

divirto-me, talvez neste entrevero
e cada qual que tenha as alegrias
prefiro – eu escolhi – o desespero.

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