pegou o seu revólver trinta e oito
canela seca, já bem desgastado
nos tempos de menor, até os dezoito
foi seu melhor amigo, esse safado

fazia as suas fitas meio afoito
mas nunca deu em merda e é atestado
na sua capivara virgem – solto
jamais penou na mão do nosso estado

mas hoje a sua vida lhe compensa?
no trampo diariamente, a se foder
pra por os mantimentos na dispensa

guardou-o na gaveta, pra esquecer
não quer mais encontrar com desavença
alguma outra saída tem que ter.

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2 Respostas to “”

  1. Clara Says:

    O que anda te acontecendo, Braga?
    É ebó, pacto, acaso ou espirito?
    Eu sei desse peito de poeta q vc tem e sabia q um dia sua poesia seria grande.
    Minha opiniao leiga q tanto vc detesta, assim, sem pericia e retorica “tecnica” em poética, ora! Leitora sem titulos rs
    Pra mim, aqui vc criou alta poesia. É seu maior poema.
    Ganhou meu apreço de leitora sem as obrigaçoes de nossos laços.

  2. danielkamykovas Says:

    não temos laços, temos nós.

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