Archive for novembro \25\UTC 2011

pro olavo. não o de carvalho, não. o outro.

novembro 25, 2011

tentando ouvir estrelas, meu amigo?
prefiro ouvir, do louco, seu delírio
algum lamento triste de um mendigo
no qual tenta expurgar o seu martírio

aquele que se encontra sem abrigo
distante dos jardins cheirando a lírio
que enfrenta, sem temer, todo o perigo
em sua procissão feita sem círio

os astros sempre brilham lá no céu
as coisas são, podemos nós sabê-las?
eu vejo, sobre tudo, um certo véu

tais vozes, outro alguém já pode tê-las
aquele que na noite dorme ao léu
esse homem, meu poeta, ouve estrelas.

novembro 25, 2011

desculpem, meus amigos, pelos versos
que espalho por aí sem ter critério
entendo, nossos gostos são diversos
por óbvio, isso jamais nos foi mistério

no entanto, alguns poetas são imersos
naquilo que compõe, o seu império
melhor do que espalhar ditos perversos
porque o que mais vejo é o impropério

invadem ódios, hitler na polônia
assim eu noto o mundo aqui e agora
jamais que integrarei a tal colônia

eu canto sem lugar e sem ter hora
sintoma de viver em minha insônia
no aguardo impaciente pela aurora.