Archive for julho \25\UTC 2011

julho 25, 2011

Virgílio! Bom Virgílio, me responda!
Eu sei que é piedoso, não se esconda!

Quem pensa ser você, seu poetastro
Pra vir aqui gritar, romper meu claustro?
Procure não a mim, e sim Petrarca
Você tomou sua forma como marca
Vulgares… vem aqui dos mais distantes
Caminhos… vou culpar quem veio dantes.

Virgílio, ‘meu’ Petrarca está no céu…

No céu… pois é legítimo o troféu…
Pois diga de uma vez! Que quer ciência?
Enquanto me restar a paciência.

Procuro uma mulher recém chegada
Coberta de uma ou outra feia chaga
Em vida foi notória musicista
Passou alguém assim por sua vista?

Famosa… Adentrou alguém assim
Coitada… Foi precoce o triste fim
Passou, a recebeu Nina Simone
Chamou minha atençao… semblante insone
E um negro de chapéu e antigo terno
Foi Johnson, homem tal também eterno.

O Jonhson? o pensei arder no inferno…

Inferno? Qual o quê! Ele foi grande
A lei celestial: jamais se mande
Por mais excomungado e mais imundo
Ao fogo quem deu arte e graça ao mundo
Aqui, no Purgatório mais externo
Residem bons artistas, de valor
Agora, suma. Fique com sua dor.

Sou grato, grande mestre, até mais ver
Quem sabe… por depois d’eu perecer

Poetastro, não encare com rancor…
APENAS OS ARTISTAS DE VALOR!

Anúncios