existe uma roseira em meu quintal
antiga, um pouco estranha pro padrão
que vemos em qualquer jardim atual
e o digo com mais forte convicção

em certa tarde a olhei (eu estava mal)
meu cérebro formou uma ilusão
em cada rosa via um animal
daqueles que se tem pra estimação

os bichos, quais santinhos de papel
embaixo, datas… cruzes, as estrelas
mostravam quanto tempo o ser viveu

sumiram, tais loucuras tão singelas
no vento que soprou: volátil véu
de coisas que não são, mas pude vê-las.

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