Soneto (op. 020) – para Allan Sieber ( http://talktohimselfshow.zip.net/ )
Por danielkamykovas
seu nome é tão difícil quão seu gênio
de traço inconfundível, desenho único
gaúcho sem deslumbre vão, bairrístico
que lá no rio nascer viu do milênio

por vezes matador como é o arsênio
humor inovador com ares cínicos
correto é que não é, sem modos cívicos
chorou só uma vez: lacrimogênio

bebum, bugre, bastardo, é um bagual
da lata, dobradinha é que some
bem dura é a existência, passa-fome

não vou dar de cabaço ou paga-pau
mas é homem de brio e de renome
é só ver as mulheres que ele come.

(isso não é um blogue de ‘opinião’, logo, não tenho por hábito postar nada aqui que não seja um soneto, ou o caralho que o valha, entretanto gostaria de registrar que eu enviei essa porra ao homenageado, ao que ele assumiu correr uma lágrima furtiva em seu olho de vidro ao ler o último verso. pouco depois houve a publicação no seu blogue desse cartum: http://talktohimselfshow.zip.net/images/genio0001.jpg , eu sei que não foi pra mim, mas gosto de pensar que tenha sido. já dizia o pelé que de sonho também se vive. e já dizia o romário que o pelé calado é um poeta.)

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