insisto. eu tenho fé ou sou estúpido?
até que ponto crer não é ser burro?
errei ao intentar fazer-me lúcido
e a vida agraciou-me com um murro

olhei para mim mesmo: um olhar úmido
por ódio e desavença: vou, me surro
espanco-me por dentro, estou pútrido
e posso me escutar neste sussurro:

‘por que caíste, diga, meu bom homem?
por que te entregas fraco ao teu algoz?
por que te entregas aos males que consomem?

devias te lembrar daquela voz
que disse certa vez que todos podem
fazer e desatar os próprios nós.’

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2 Respostas to “”

  1. juliana Says:

    devia mesmo senhor braga :*

  2. Camila Says:

    Li tuas poesias e pensei: por que soneto? Assim, de repente, parece tão distante, mas tuas palavras em fluxo ficam bonitas dessa forma. Parem ladras, parecem duras… mas também não acho apenas isso… Não sei…

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