Archive for agosto \30\UTC 2010

odeio ter que repetir poemas aqui.

agosto 30, 2010

você me deu o seu melhor, mas não
não era o que eu queria ou precisava
não era o que pedia a ocasião
mas era o seu melhor, então me dava.

você não imagina a gratidão
que guardo dos bons tempos que me amava
mas hoje tenho que era só ilusão
grilhão, nó, fechadura, dura trava

prisão. de boa fé se calça o inferno
pior só que açoitar é afagar terno
pois é sentenciar à dependência

perdido o paraíso, amor materno
se faz o pior fel, vazio interno
lamento ter tão tarde esta ciência!

agosto 25, 2010

insisto. eu tenho fé ou sou estúpido?
até que ponto crer não é ser burro?
errei ao intentar fazer-me lúcido
e a vida agraciou-me com um murro

olhei para mim mesmo: um olhar úmido
por ódio e desavença: vou, me surro
espanco-me por dentro, estou pútrido
e posso me escutar neste sussurro:

‘por que caíste, diga, meu bom homem?
por que te entregas fraco ao teu algoz?
por que te entregas aos males que consomem?

devias te lembrar daquela voz
que disse certa vez que todos podem
fazer e desatar os próprios nós.’

Nem sempre.

agosto 10, 2010

Uma explosão de tudo aquilo visto
unicamente nos piores sonhos
se conformou, se fez real. Resisto
não vou perder-me… Diabos risonhos

oferecendo-me um futuro misto
de tudo aquilo bom e mau: medonhos
Sinto em meu peito os meus temores. Cristo!
tudo se deu para eu fugir. Bisonhos

foram desígnios da tormenta cínica
e pestilenta de um pensar cindido
e sem qualquer razão ou fé nem mínima

o meu contrato foi firmado, é tido
por Satanás como algo certo. Música(…)

(!)

(desistirei: tema demais batido…)

agosto 5, 2010

a marca dos três noves invertidos
assino a cada corpo destruído
violência que perdeu os seus sentidos
destino por demônios possuído

eu mato sem motivos conhecidos
o faço calmamente e sem ruído
pecados que jamais serão remidos
pois sou de coração destituído

como anjo de bruñel eu extermino
em dores lancinantes purifico
jamais tente cruzar o meu caminho

três noves invertidos eu indico
a marca putrefata do assassino
no seu ofício nobre, belo e rico.

agosto 4, 2010

perguntarei na noite escura às víceras
necromanticamente vivas piras
serão ascesas às princesas às trevas
em cada guelra de tritão pulsando
escorrerá hemorragia porra

enluarado gelado fingido
vai enlutado sórdido caos tal
qual ele foi atraiçoado só
entocaiado faleceu seu falo
foi bem guardado Rasputin foi ele