Archive for julho \23\UTC 2009

D’a Plague

julho 23, 2009

de novo está com medo de morrer
assusta-se diante a nova peste
agora, nessas máscaras se investe
o que, meu deus, que falta aparecer?

de novo está com medo do prazer
está como quem passa por um teste
o vil temor que a todos nós reveste
caralho sem boceta pra foder

ah, vá tomar no cu, cacete, porra!
de novo nós perdemos as medidas
se quer tanto morrer, então, que morra!

as vidas, se travadas, são perdidas
esqueça por um tempo essa pachorra
e faça suas horas merecidas.

julho 8, 2009

um dia (e corre o tempo) ‘nós’ vencemos
vocês podem não ver, não aceitar
queriam ver ao front e ver extremos
e não passar as noites bar em bar

se deu faz muito tempo. o que nós cremos
por bom na sociedade ou no criar
artístico se deu. vejam aos emos
os últimos rebentos deste lar

o lar da liberdade cultural
abrigo dos filhotes da opressão
que muda: mas mudança só formal

oprime a novidade ou tradição
oprime o detentor duma moral
tirano é quem detém a coação.

julho 6, 2009

rasguei, sem grande alarde, a um mau poema
daqueles que se ofende a um desafeto
porque estou cansado deste esquema
tratar aos outros homens por dejeto

merecem? tudo bem, culpe ao sistema
ou culpe a quem quiser (seja discreto…)
desisto de culpá-los pra ter tema
por ora vou tentar ser mais correto

cansei de fazer tipo, ser cruel
por pose, ou altivez, ou sei lá o quê
cansei de dar aos outros só meu fel

nem sei se manterei ao que se lê
aqui, pois sou um tipo que ao papel
enxerga, mas no mundo não se vê.

julho 1, 2009

luxúria ou castidade, existe escolha?
modéstia e humildade ou vaidade?
preguiça ou diligência nesta folha,
que borro com inveja e caridade?

a gula em temperança se recolha
avaro em generoso como um frade…
eterno e verdadeiro como… bolha
eu sinto cá mau cheiro dessa fraude

não posso renegar aos meus instintos
embora eu sempre tente ser melhor
aceito que não sou dos mais distintos

eu tenho mais de pedra que de flor
portanto faço versos bem sucintos
tentando (sei lá como) ser maior.