Soneto (op. 70)

cobraram que eu fizesse aqui política
paixão, ardor e luta em minha estética
fazer revolução usando a métrica
poética pra massa mais famélica

puseram então pra mim como fatídica
a minha escrita toda por maléfica
forjada pela minha mente tétrica
sem ética e que faz-se sempre bélica

que morram. manterei a pena gélida
pois luta socialista não é cálida
a flama rubra apaga-se assim, pálida

portanto, que se fodam essas tônicas
anômalas, homônimas, anônimas
e típicas das mentes histriônicas.

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Uma resposta to “Soneto (op. 70)”

  1. juliana Says:

    esse soneto ia dar um bafafá no movimento estudantil 😛

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