Soneto (op. 73)

vivíamos de porre, você lembra
das noites sem pudor e sem vergonha
banheiros pestilentos como amônia
delírios de um agir que não se centra

se lembra do brasil ganhando o penta?
estava num torpor que não se sonha
tremendo em desespero e com insônia
sentia estar na cama mais nojenta

ouvi ao foguetório pela rua
tremendo e temeroso qual cachorro
exposto e envergonhado: a virgem nua

manhã na qual eu não pedi socorro
em meio a paranóia dura e crua
eu vi que dos meus medos eu não morro.

Anúncios

2 Respostas to “Soneto (op. 73)”

  1. Neto Says:

    Filho da mãe… quase me fez chorar.

  2. Juliana Says:

    é estranhamente lírico

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s


%d blogueiros gostam disto: