Soneto (op. 72)

farei, pela primeira vez, soneto
usando pena, como se fazia
nos tempos que sonetos eram feitos
a sério, e não, jamais como gracinha.

nos tempos que era duro ser correto
pudores que eram dores. padecia,
penava qualquer um de maus trejeitos
mas tudo que tem hoje, também tinha

também naqueles tempos se matava
e tenha pois certeza, se fodia
e tinha droga e pinga das mais braba

também muitos sofriam esta agonia
com pena no papel se registrava
os versos de amor quente em forma fria.

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Uma resposta to “Soneto (op. 72)”

  1. Clara Says:

    vc é muito talentoso, amor.

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