Soneto (op. 69)

não quero ter carnê pra ser feliz
não quero outra caixa de bolinhas
não quero na cachaça ter mais bis
eu quero arranjar outras folias

não quero uma filhinha (beatriz?)
pra pô-la no balé de sapatilhas
e no futuro ser ‘modelo e atriz’
sem ser capaz de ler a poesias

não sei exatamente o meu desejo
mas peno em manter vontade fria
e o som que eu não esqueço, um realejo

eu sou um idiota, mas não ria,
jamais eu perderia a este ensejo:
eu quero ter a prova da alegria.

Anúncios

4 Respostas to “Soneto (op. 69)”

  1. danielkamykovas Says:

    sessenta e nove, beñur.

  2. Neto Says:

    67, patinete.

    69. Estou aqui, atrasado mas vivo. Hoje encontrei o Branco, ele também frequenta o recinto. Este soneto está demais! Será que você terá saco para superar o Glauco Matoso? Precisamos juntar a rapaziada para um café literário regado a provolone e azeite virgem.

    Abraços!

  3. Neto Says:

    Ah, só agora me lembrei do soneto 63 – Epitáfio – e do “espere até chegar no 69”. Vou reformular: espere chegar no 66.669.

    A propósito, essa Clara não está deixando as coisas muito às claras, não é verdade?

  4. juliana Says:

    descrição de um futuro assustador… medo

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s


%d blogueiros gostam disto: