Soneto (op. 68)

o nome que me deste foi a morte
aceito, qual cordeiro, meu destino
por tânato, escuto agora ao sino
ao sino que me prende e faz consorte

história que jamais se fez reporte
em nada mais eu posso por arrimo
portanto nestes versos eu afirmo
agora é só a ti que faço a corte

se não me dás nem sombra do teu rosto
à minha mão humilde que se espalma
(odeio ver-me lírico e exposto)

espero ao teu amor coberto em calma
do beijo que não tive, espero o gosto
mulher sem coração… tomou minh’alma.

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