Soneto (op.66) –

maconha eu sempre tive por remédio
mas eu também usei muito por tédio
o fato é que foi esta a minha escola
as várias noites só, cheirando cola

estou bastante longe do homem médio
mas sofro da moral algum assédio
vocês não tão ligados no que rola
dispenso de vocês qualquer esmola

resolvo muito bem aos meus problemas
mas só se não tiver bisbilhoteiro
fazendo eu me perder em meus sistemas

já fui melhor cliente do puteiro
mas hoje eu tenho em mim novos emblemas
que vão tornar-me humano por inteiro.

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Uma resposta to “Soneto (op.66) –”

  1. Sophia Says:

    Você tem uma linha de produção de sonetos?…Deveria publicar uma livro em uma dessas editoras alternativas. Ou imprimir em casa e ir na Paulista vender no final de semana…muitos fazem isso 😉
    Foi um elogio – só para deixar claro.
    Depois conversamos melhor – c ainda não sabe quem sou, saberá.

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