Soneto (op.64) –

armado, couraçado, couro e aço
carbono. prateado e enegrecido
na bússula me encontro, se perdido
ser destro e bem dotado no que eu faço

coturnos vão batendo, duro passo
ração para energia, muito amido
batatas que não cabem ao vencido
soldado e talvez também palhaço

escondo meu olhar atrás de vidro
no sol, de vidro preto, mas se não
meus óculos comuns, até na hidro

não peço pra ninguém compreenção
não gosto do seu pranto compungido
eu sou autor da minha danação

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