Soneto (op. 62) –

prazer em se viver só pra polêmica
indício de se ter a mente anêmica
falar qualquer desgraça pra irritar
é prova que você vai se ferrar

o vício de viver a vida cênica
verdade, padecer da ordem sistêmica
na porra da estreiteza de ensinar
a gente que queria estar no bar

linguista que só sabe encher linguiça
xiliques que se dá feito cocota
a vítima de ser pura preguiça

herói de quem verseja idiota
eu tenho por rezada a sua missa
você, pra mim, é só uma anedota.

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