Soneto (op.58) –

um rei de sangue bárbaro no império
que vai tentar salvá-lo do final
planetas alinhados, deletério
cometa singra o céu, eis o sinal

estou ouvindo loucos, falo sério
mas sei ao mesmo tempo, tal e qual
estar enlouquecido. ministério
que veio a mim de lá: casa real

do povo que não come ao imundo
aqueles que se sabe tudo e pouco
de antiga danação ao mar profundo

eu canto meu cantar que já vai rouco
apenas o que é louco salva o mundo
e quem, pois, poderá salvar o louco?

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