Soneto (op.57) –

helena, lá no fundo, foi coitada
e páris, mal do nome, um imbecil
jamais terei rainha por safada
só entro em labirinto com o fio

soldado na trincheira vê rajada
não teme segurando seu fuzil
pois tem a proteção da sua amada
talvez também daquela que o pariu

não sou mulher, não sofro tanto assim
covarde sou, eu choro acovardado
recluso em palacete assobradado

apenas faço versos, metro errado
e vou perdendo tempo nesse prado
mas vou tecendo linhas até o fim.

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