Soneto (op.55) –

mulher, mulher, que dor aqui sem ti
affair vulgar que tive, que senti
morrer dentro de mim meu coração
de fome, por não ter mais ao seu pão

eu sei, eu não sou puro, eu menti
mas posso garantir, evoluí
eu sou seu protetor, como um leão
meu pranto eu acredito não ser vão

o cheiro do loureiro em meu quintal
remete falsamente ao seu pescoço
mentiras que se forjam o ideal

seu nome assinalado, osso por osso
memória, loucura, é belo fractal
que perco em queda livre no meu fosso.

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