Soneto (op. 049) –

tem tempo, muito tempo, todo o tempo
que estou liberto, bem liberto e só
e foi-se, acabou todo o tormento
de ser só mais um grão sofrendo à mó

moído pelo achar nada isento
família ou amizades que são pó
prefiro muito mais sentir meu vento
eu fiz como alexandre fez ao nó

mas ele, grandioso, roubou sol
daquele que foi cínico maior
e não cabe aqui rima roquenról

diógenes, meu mestre, professor
procuro, com lanterna também vou
discípulo buscando alguém melhor

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2 Respostas to “Soneto (op. 049) –”

  1. Presunto Says:

    o cínico defendeu Helena dizendo que ela não atinava quando iniciou a guerra, pois tinha a visão obscurecida pela chá de pica. acho que isso pode dar rima.

  2. Neto Says:

    Esse soneto foi a fundo na alma do Braga. Ou veio deste fundo, melhor dizendo.

    Presunto, foi o chá de pica ou a carne mijada que iniciou a guerra?

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