Soneto (op. 048) –

amarras que libertam a nós dois
estando presa, vai você mais livre
eu prendo pra soltar você depois
gozando em nossa tara: olhar que vidre

demônios que pegamos pelo chifre
do jeito que cowboy faz com os bois
fazendo então escravos, ação biltre
mas é razão de ser, veremos pois

em nossa perversão somos felizes
mandar, obedecer, nosso negócio
nos somos os cachorros e perdizes

vocês são mui tacanhas, vivem ócio
e nós do nosso jeito, pois, felizes
e mais que seu bom macho sou seu sócio

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Uma resposta to “Soneto (op. 048) –”

  1. K. Says:

    Grrrrr!

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