Soneto (op. 044) –

gozar na boca duma bela fada
em útero dum anjo ejacular
morrendo, não sentir então mais nada
no túmulo que fiz então meu lar

nascer de novo com a minha amada
acordo com uma mão a me afagar
e sigo novamente a minha estrada
eu sei, eu tenho agora o meu lugar

lençol molhado, luzes apagadas
segredos em silêncio são trocados
e lado a lado são nossas pegadas

estamos nós acima dos pecados
perdemos o direito às erratas
que rolem, pois então, os nossos dados.

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