Soneto (op. 043) –

a flor da intolerância é a brota
em cada coração envenenado
que grita de ódio puro, bem arrota
a quem não pode estar aqui adequado

não sei se é sacerdote ou agiota
que triste, lamentável, é o fado
do crente que é cretino, um idiota
moral que é de rebanho, vai calado

ao néscio tanto faz javé ou zeus
bati no peito, disse que era ateu
serei? bem, torquemadas também seus

sectários podem ser. eu sou só eu…
no fim, eu acredito em algum deus
mas digo, certamente não no teu.

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