Soneto (op. 040) –

fizeste-me sofrer e só ter dor
e foste para mim cruento algoz
em ti estava o centro, nunca em nós
eu fui passivo a todo teu impor

‘amor’ não rimarei, é sem sabor
senti e assumirei, mas não dou voz
aos ranços do romântico e seus pós
vetustos, são caminhos pro rancor

confesso aqui em verso ainda és tu
q’ a pica faz fremer como o diabo
das vestes vis do orgulho estou pois nu

assumo, então, em bronhas eu me acabo
que bato umas punhetas pro teu cu
que mágoa, pois não tive eu teu bom rabo

Anúncios

2 Respostas to “Soneto (op. 040) –”

  1. Juliana Says:

    queria comentar algo mas nao sei o que.. tava lendo só..
    beijo, dan

  2. Lincoln Says:

    Deveras de grande significância,
    Encontro nas palavras expressivas,
    Toda a força e petulância mais sutis;
    De maneira tal, onde há o completo sem extravagância, sem palavras vis..

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s


%d blogueiros gostam disto: