Soneto (op. 039) –

sapata é canguru porque já nasce
peluda e com pochete na barriga
falácia cabe lá pra cada face
que dança em minueto, em chã intriga

modelo é anoréxica, é alface
jamais picanha gorda, pois periga
perder a tudo, sim, é bem sem classe
ser gorda nesse mundo d’uma figa

por fora tudo corre muito bem
por dentro já ninguém pode dizer
a luz no fim do túnel era trem

sem dor, já não se tem algum prazer
sem vida vive o ser que tudo tem
mas só tem res, pois ‘ser’ sucumbe ao ‘ter’

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Uma resposta to “Soneto (op. 039) –”

  1. Juliana Says:

    má esse começo é o ó 😛

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