Soneto (op. 035) –

até gosto de ser tão verdadeiro
mas minto bem melhor, disso me orgulho
aqui, meu truta velho, eu sou inteiro
no caos mental eu vou e me mergulho

acerto palavrinhas num puteiro
com fé, com bom afeto eu as embrulho
regalo bem vulgar, mas derradeiro
de quem se salvará nesse bagulho

à sina não há fuga, ou melhor dito
assinam deuses, homens vão e cumprem
vacinam os mortais de serem mito

mas temos heroísmos que nos suprem
cumprir prescrito, eu cito pois o rito
viver também é arte de ir além.

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