Soneto (op. 027) – Poética II

eu não respeito ao fraco por opção
àquele que se faz de delicado
àquele que mantém sem calo a mão
a gente de suave vida e fado

que falam por demais do coração
que só me metem nojo e grosso enfado
que fazem versos fáceis de emoção
vazios como o chorar embriagado

ao gordo como o porco já capado
não sabe usar machado nem marreta
ao ser que não tem cara, só faceta

escutem por favor o meu recado:
não gosto da canalha da caneta
poetas secundários de sarjeta.

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Uma resposta to “Soneto (op. 027) – Poética II”

  1. Franciscano bigodudo (pra caralho) Says:

    É, eu também não gosto. Coloca eles no torno, Braga! Aliás, faltou conjugar o verbo “saber” no segundo verso dessa estrofe (o “M” maiúsculo é minha inclusão, veja se faz sentido):

    os gordos como o porco já capado
    não sabeM usar machado nem marreta
    o ser que não tem cara, só faceta

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