Soneto (op. 026) – Poética

tomei lição de não desafiar
os deuses da grã métrica, senhor.
nos dedos vou contar, mesmo no bar
autista eu serei, sim (puta, q’ horror).

pretenderei jamais desafinar
serei tão diligente quão castor
com técnica voraz de represar
um fluxo d’água… fluxo de escritor.

então? satisfação todos teremos?
deixar-me-á assim em paz, puto, viado?
por que você não vai caçar uns emos?

claro é, ninguém se vê bem criticado
mas crítica formal, bom, aceitemos…
de qualquer jeito, tenha-me obrigado.

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