Soneto (op. 023)

meus versos são meus sonhos reprimidos
de tão pesados não posso sonhar
desejos nem nos sonhos exprimidos
perdidos lá no fundo, sem lugar

assumo serem sujos, são os idos
dum cérebro doente. me falta ar
em cada rima, sílaba. punidos
serão todos viventes ao voltar

de deus. por que caralho, pois, então
eu pago meus pecados com sinal
vivendo numa merda sem fruição?

talvez meu desejar seja fatal
condena a viver sempre em frustração
também a sonetar, nefasto mal.

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