Soneto (op.015) – 1947

se bailam balas qual barishnikoff
uma arma que é singela, quase bela
atira: a avtomat kalashnikoff
metade das nações mata com ela

se súbito faz sol, se neva ou chove
decerto, no saara ou na favela
mantém letalidade, vai e sela
com selo que é sangüíneo o que se move

na mão de ateu, cristão ou ismaelita
até o americano não hesita
guardar a sua, usar a que resista

reinou maior nessa era que é finita
também será na nova, igual, maldita
legado de igualdade socialista.

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