Soneto (op.014)

um tiro bem no peito do menino
é fato, assassinato, desatino
decúbito dorsal, isso é tão clássico
depois o anoitecer calou-se tácito

perante a morte tudo é pequenino
se fui moral, poeta fescenino
se nada fiz, se dei todo o meu máximo
sou pó, de novo pó, de volta ao básico

o líquido belíssimo se esvai
e dor? não sei se há alguém que sinta
talvez o que matou, de cena sai:

insano com seu ódio preso à cinta
perdido, perderá inda mais, vai
do salmo vinte e três ao cento e trinta.

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