Soneto (op.013)

prefiro mui mais aço que papel
à falta d’aço vou malhar a folha
meter meu ódio cá, escorrer fel
o vão ouvinte crê que eu tenha escolha?

pois não, criatura má, triste, infiel
cativo sou d’ofício feito a rolha
que é presa duramente. eu sou réu
espero julgamento que recolha

fortuna que é indecente de tão ruim
imploro sua clemência a este artista
que nem é tão artista, pois, ao fim

embora no trobar eu inda insista
repito, não escolho, sou assim
enfim, sou meramente um bom piadista

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