Soneto (op.010)

‘é que nem a mãe, guspida e escarrada’
a minha avisou, ela está errada
certo seria: ‘esculpida em carrara’
estranho prenúncio de minha tara

a imaginei nua em couro amarrada
sua carne sobrando em nada mirrada
é musa maldita mas é bem cara
mesmo no desprezo, virando a cara

estudei com fé, Madonna à Cabala
seu andar vulgar, trotar de cavala
pretensão de quem se acredita rara

profunda crê ser, tal qual a fosseta
é pena ser só mais uma boceta
embora das boas pra socar a vara

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Uma resposta to “Soneto (op.010)”

  1. David Says:

    Pensando bem, acho que eu nem fui tão canalha assim com a Bia…

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