Soneto (op. 011) – a porra da minha vida

eu já toquei baixo com banda punk
também fui comuna, como odiei yankee
era do ‘madame’ e caçava gótica
vivi muito tempo sob essa ótica

o tempo passou de forma despótica
estudei até, li sobre a semiótica
houve meu momento de bancar junkie
mas não há sangria que nunca estanque

na arte de ulpiano penei mais de um ano
bebi até ter o anel de rubi
um tempo maldito, escroto e soturno

dele foi guardado apenas coturno
que vai ser lambido muito gostoso
por aquela puta, o glauco mattoso.

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2 Respostas to “Soneto (op. 011) – a porra da minha vida”

  1. Rafael S. Calsaverini Says:

    Esse é muito bom!

  2. Jorge Cash Pantoja Says:

    Denso e sujo; ao mesmo tempo, despojado e verdadeiro. Não tenho competência para emitir a próxima frase, mas o faço mesmo assim: “continue escrevendo!”.

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