pro olavo. não o de carvalho, não. o outro.

tentando ouvir estrelas, meu amigo?
prefiro ouvir, do louco, seu delírio
algum lamento triste de um mendigo
no qual tenta expurgar o seu martírio

aquele que se encontra sem abrigo
distante dos jardins cheirando a lírio
que enfrenta, sem temer, todo o perigo
em sua procissão feita sem círio

os astros sempre brilham lá no céu
as coisas são, podemos nós sabê-las?
eu vejo, sobre tudo, um certo véu

tais vozes, outro alguém já pode tê-las
aquele que na noite dorme ao léu
esse homem, meu poeta, ouve estrelas.

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