Janeiro 2, 2010 por danielkamykovas
eu choro pela força dos meus mortos
eu choro por um tempo que passou
tal qual as mães faziam pelos portos
tal qual um artilheiro pelo gol
eu choro, e se não gostam, não me importo
a dor por tudo aquilo que marcou
os dias de menino meio absorto
em um sonhar maluco misturou
acabou, como tudo tem seu fim
não sei o que nos resta no final
depende do escolhido, ‘não’ ou ’sim
então, ganhei… eu vi a um bom sinal
que disse para mim: ‘vá, faça assim
e seja seu Senhor, não fará mal.’
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Dezembro 14, 2009 por danielkamykovas
em cada operação uma esperença
de se ter acertado o seu palpite
agora se separa: homem, criança
aqui é só o mais foda o que resiste
investimentos grandes, com pujança
na luta carniceira não se omite
buscando no futuro a vida mansa
por hora, já nem nota ter rinite
alguém tem que tomar o seu partido
que vai além de se ganhar dinheiro
queria, nesta noite, ser querido
se perde, embriagado num puteiro
perdido num pensar indefinido
olhando fixamente prum cinzeiro
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Dezembro 14, 2009 por danielkamykovas
uísque: eis meu cachorro na garrafa
marafo pro meu pessoal exu
são pedro era um mestre co’ a tarrafa
o sou, sempre que estou de corpo nu
a voz que vem de dentro não se abafa
e fala pra geral tomar no cu
nos dias que estou com muita estafa
o rótulo vermelho fica azul
vomito sem vergonha na calçada
fazendo que sou ângela ro-rô
nos tempos de bebum e de fumada
talvez eu nunca chege a ser vovô
por ter uma vidinha dissipada
mas posso garantir: eu sou quem sou.
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Dezembro 10, 2009 por danielkamykovas
lamento que não possa ser tal qual
o tipo do que aceita ‘ai, é normal’…
pois pelo que entendi até agora
você em toda vez me deixou fora
jamais ligou se fico ou se estou mal
(seria crueldade intencional?)
pra aqueles que lhe cuidam diz: ‘que morra!’
mas nem estou no fulcro da desforra
apenas quero aqui deixar bem claro
que muitos dentre nós lamentarão:
aqueles que não vêem ter pés de barro
aprenda a respeitar ao outro, então
especialmente se lhe dão amparo
se não, só restará mais solidão
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Dezembro 10, 2009 por danielkamykovas
desejam por demais longevidade
entendo, pois também assim desejo
mas eu não vou perder ao meu ensejo
direi o que eu entendo por verdade
que sofra seus amores com saudade
que lembre um som distante, um realejo
e seja assim como eu sempre lhe vejo
em todos os lugares da cidade
e ainda que só tenha mais um ano
que caiba dentro dele um infinito
e vá cumprindo ao seu destino humano
recorde do van gogh e seu ‘o grito’:
irá se colocar num novo plano
de humano passará a ser um mito.
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Dezembro 9, 2009 por danielkamykovas
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Novembro 26, 2009 por danielkamykovas
devoto pouco amor ao palavrório
e bem menos amor pelas idéias
palavra faz o eterno provisório
e os ideais violam a mãe réia
procuro ter amores sãos e sóbrios
algumas gentes, coisas bem singelas
uns livros, meu mau gênio que é notório
eu amo, inclusive, ter mazelas
vocês devem pensar que estou chapado
eu digo e contradigo esse nó górdio
duvido fortemente estar errado
se busca a retidão procure um ódio
e tenha o que eu digo como um dado:
amor sempre será contraditório.
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Novembro 25, 2009 por danielkamykovas
tomar a mais errada das escolhas
acaba acontecendo por se ter
orgulho exagerado, e seu mister
está quase morrendo, em franca encolha
pra tantas vanidades faltam folhas
perdeu-se no seu ser, e sem saber
naquelas muitas noitas de prazer(?)
garrafas de Lambrusco saltam rolhas
agora você deve decidir
algum caminho certo pra seguir
porque de fazer merda deu-se o tempo
procure achar Virtude, mesmo se empo-
eirada, abandonada. assim vá sendo
senhora, soberana, em seu agir.
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Novembro 25, 2009 por danielkamykovas
espero ao meu amor que está distante
no mar mais fabuloso d’águas doces
lugar que só existia em minha estante
nas fotos panorâmicas, sem closes
depois de ver seu rosto, fiz que eu fosse
um ser fiel, também leal, constante
sincero e nunca dado a fazer pose
assim me decidi naquele instante
olhando seus profundos olhos negros
eu pude ter certeza da mais firme
de ter no coração caráter íntegro
o faço bem feliz, não vou ferir-me
pois é o que desejo, e não me nego
a nada que este amor bom exigir-me.
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Novembro 12, 2009 por danielkamykovas
você, meu velho amigo, estava errado
assim como quem tava do seu lado
agora seus problemas acabaram
e temos toda a dor dos que te amaram
não posso me esquecer do meu passado
de tudo que me fez assim, lesado
ouvindo a muitas vozes que não calam
em todos pesadelos que me embalam
confundem a doença com um estilo
por terem vaidades por demais
ser pânqui de boteco ou bicho-grilo…
se foi e quem já foi não volta mais
mas fica nas lembranças, nos seus filhos
que espero que não sejam como os pais.
[descanse em paz, seu filho-da-puta. e aos demais, fodam-se. tô devolvendo críticas com machadadas.]
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