fevereiro 9, 2010 por danielkamykovas
you always play a role, the lunatic
because on this you find some kind of beauty
to hide yourself pretend’ to be a freak
and being a puppet dirty and sad and silly
I cannot understand’a such a dick
an ass so proud, so over all the duty
but now you’re feeling really, really sick
you gonna pray the lord, our god almighty
control, you lose it, now you have no trick
for feeling famous fear feeling filthy
and now you will find the place you always seek
a place so deep inside, in heart a frailty
a heavy cross to carry: schizofrenia
forever under the sign of lady ophelia.
[obrigado, lívia, sem vc esse soneto não teria sido possível.)
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fevereiro 2, 2010 por danielkamykovas
se é homem, quando é mau é um facínora
explícito, em geral não dissimula
alguns o fazem, claro, na política…
mas nunca escondem bem as suas gulas
mulher, quando ruim, quando uma víbora
ninguém, nem o mais sábio o especula
descobre quando é tarde, quando é crítico
o estado: é má e tudo ela macula
macula sem você nem perceber
aquilo que você tem por sagrado
o faz, inexorável, perecer
até secar, você será sangrado
e por saber, eu dou meu parecer
prefira a uma delas o diabo.
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fevereiro 1, 2010 por danielkamykovas
motor, de boa, sério mesmo, irmão
tem como descolar uma carona?
não tenho mais dinheiro, pô, perdão
e a chuva já molhou minha japona
brigado… mas que tempo ruim do cão!
molha tudo, resfria e te detona
eu vim parar aqui por um cuzão
do tipo que deixou a mãe na zona
agora era pra nós voltar de carro
mas ele me deixou na mão, a mula
andando e com sapato que é só barro
na próxima eu que digo ‘não me inclua’
não sou pra ser tratado feito escarro
valeu, motor, chegamos na mi’a rua.
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janeiro 26, 2010 por danielkamykovas
Sim, eu perco aqui meu tempo escrevendo esta merda
e fugindo de encarar aos fatos todos. Poucos
dias são, pois, diferentes na rotina besta,
traiçoeira, de se ser um animal medroso,
preso, só, vazio e sujo ao se ver no espelho
e entretanto nada disso ser. Uma ilusão
provocada por se ter noção errônea, cínica
do meu ser, talvez por ter achado ser melhor
divergir de todo mundo, por querer pensar,
ser maior, ganhar estrelas, galas e paixões
eu fui vão, eu fui um cão, eu fui criança má
fui estúpido, nem sei o que eu farei daqui
em diante, tanto faz. Só não repetirei.
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janeiro 26, 2010 por danielkamykovas
não sei o que eu desejo pra você
amiga tão querida, aí no sul
eu quero simplesmente que se dêem
mais fotos de você com luva azul
criando a melhor arte que se vê
ainda que eu nas artes seja cru
e louco, como se no ele-esse-dê
chapasse por aí para ser ‘cool’
enfim, voltando ao ponto mais central
espero pra você felicidade
daquela da mais foda, ampla e geral
também não se preocupe com a idade
não envelhecerá, você, pois, mal
abraço de quem tem muita saudade.
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janeiro 18, 2010 por danielkamykovas
não ‘recaio’, renego vossa seita
tão impávida, nobre e salvadora
descobri ser além desta receita
falarei sem temor algum: que morra!
eu tremi, certa vez, tal qual maleita
entretanto, eu não vou crer nessa porra
enganosa, ilusão muito bem feita
e vestida com manto auxiliadora
que se fodam, não sou mais bom menino
responsável, bonzinho e muito digno
eu serei mais feliz como um suíno
pelo menos serei mais fidedigno
eu me fodo se assim eu me arruíno
fui benigno pior do que maligno.
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janeiro 14, 2010 por danielkamykovas
insisto em fazer música, sei lá
porque. sou um vaidoso, sou cretino
eu tenho ouvido estranho… tenho um lá
menor, no mi bemol eu desafino
algumas das canções nem ficam más
mas certo é que nenhuma vai ser hino
ou trilha de novela, porra, eu já
devia ter largado ao desatino
queria ser melhor, cabeça boa
com senso e com razão, ser um dos retos
a pena é que é essa vida é que me enjoa
eu quebro ao meu violão, eu lhes prometo
mas nunca digam que isso foi à toa
serviu, pois, preu fazer este soneto.
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janeiro 12, 2010 por danielkamykovas
asfalto. foi festim febril, fumaça
furor, fulgor, um fogo fátuo ficto
sulfúrico fedor, feito e se faça
fato finito, foi-me fato físico
faltou firme ter fé? foi a falácia?
fremente falo, a fêmea fode fixo
esforço fracaçado em face a falha
nefasta da falange do fez frígio
fetiches fáceis foram fala fria:
“são fezes, fraco é forte, são fascistas!”
fração mais fervorosa, um fim que fia
refém… refugos, fungos, UM franquista?
faliu a falação a qual fazia
final: formou seu filho um financista.
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janeiro 11, 2010 por danielkamykovas
me sinto só, me sinto muito bem
(naquilo que é tangente à solidão)
espero, ingenuamente, por alguém?
nem sei, indiferente, olho pro chão
eu penso no que vai e no que vem
sentindo levemente minha mão
pergunto se haveria alguém também
com essas babaquices sendo vão
havendo tal pessoa tão perdida
espero poder vê-la em minha frente
não é para dizer coisas sofridas
direi como homem sério, o qual não mente
pensando a trajetória já falida:
“mermão, largue essa mão e vai ser gente!”
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janeiro 7, 2010 por danielkamykovas
não fiz a facvldade de direito
eu fiz um sonho o qual nem era meu
cursei à academia bem sem jeito
pois nunca foi o que me apeteceu
aquilo que está feito já está feito
e tanto faz se fel ou se foi mel
foi este o meu passado e não rejeito
ninguém a outra cousa prometeu
(será que os corvos vão querer meu fígado?)
enfim, agora eu tenho que seguir
estou mais velho, forte e bem mais cínico
e tenho mais um dom: de refletir
além de saber rir do meu ridículo
chegou o meu momento de fluir.
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